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MMariana AlbuquerquePsicóloga · CRP 00/123456

Tratamento para Burnout (Esgotamento Profissional)

Quando o trabalho consome mais do que devolve, o esgotamento é questão de tempo. Recuperar-se é possível — com método.

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Entendendo burnout

O burnout não acontece com quem 'não aguenta pressão' — acontece, com frequência, com quem mais se dedica. É a combinação de exaustão profunda, cinismo em relação ao trabalho e a sensação de que nada do que você faz é suficiente. Reconhecido pela OMS como fenômeno ocupacional, ele pede mais do que férias: pede revisão de fundo.

No processo terapêutico, tratamos o esgotamento em camadas: primeiro, estabilizar — sono, pausas, limites mínimos. Depois, entender o que sustentou a engrenagem: perfeccionismo, medo de decepcionar, identidade colada ao desempenho. Por fim, reconstruir uma relação com o trabalho em que você caiba inteiro.

Sinais de que é hora de olhar para isso

  • Exaustão física e emocional que as férias não resolvem
  • Cinismo, distanciamento ou irritação com o trabalho
  • Sensação de ineficácia: 'nada do que faço basta'
  • Domingo à noite com angústia e segunda com pavor
  • Queda de concentração, memória e produtividade
  • Sintomas físicos: dores, insônia, alterações gastrointestinais
  • Desconexão de atividades e pessoas fora do trabalho

Como a terapia ajuda

  • Estabilizamos o quadro com estratégias imediatas de recuperação

  • Identificamos as crenças que ligam seu valor ao seu desempenho

  • Desenvolvemos habilidades de limite, delegação e priorização

  • Planejamos, quando necessário, conversas difíceis com liderança ou mudanças de rota

Quando buscar ajuda?

Se as férias já não recuperam, se o corpo adoece com frequência ou se você se pega fantasiando em 'largar tudo' sem plano — o esgotamento já passou do ponto de se resolver sozinho.

Perguntas frequentes sobre burnout

A OMS classifica o burnout como fenômeno ocupacional na CID-11, resultante de estresse crônico de trabalho não gerenciado. Ele frequentemente coexiste com ansiedade e depressão, por isso a avaliação profissional é importante.

Nem sempre. Muitas pessoas se recuperam mantendo a rotina, com ajustes estratégicos. Em quadros graves, o afastamento pode ser indicado — e essa decisão é construída com cuidado, junto com você.

A prevenção de recaída é parte central do tratamento: você sai com um mapa dos seus sinais de alerta e um plano concreto de limites e recuperação contínua.